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segunda-feira, 17 de junho de 2024

MUSHOKO TENSEI: INFANCIA Light novel volume 1 crítica

 

MUSHOKO TENSEI: INFANCIA

Light novel volume 1


·         Editora: Panini; 1ª edição (29 março 2024)

·         Idioma: Português

·         Capa comum: 248 páginas

·         Um desempregado de 34 anos que vive isolado em seu quarto é expulso pela família de casa. Enquanto se desespera vendo que viveu sua vida a toa, ele acaba salvando alguns jovens que seriam atropelados por um caminhão, sendo atingido no lugar. Entretanto, após seu falecimento, ele não desperta em nenhum pós-vida tradicional, mas sim no corpo de um recém-nascido em outro mundo! Agora, como Rudeus Greyrat, ele jura para si mesmo que irá aproveitar melhor a sua nova chance de viver nesse mundo fantástico de magia, monstros e aventuras ilimitadas!

 

  Adquiri esse livro a pouco tempo, um mês mais o menos. A editora panini vinha publicando o manga, que eu não corri atrás de pegar para ler, e vinha atrás do lançamento do anime (que estou assistindo e por ventura, ótima adaptação, corta muita coisa já de prache, mas fiquei impressionado com a qualidade) e logo a tão esperada light novel saiu, um deleite para os fã e haters da obra.

  A obra é famosa, a muito tempo no mercado e agora estamos lendo ela na integra no momento mais hypado dela no Brasil, então não é difícil imagina que fama tinha, então quando comprei pensando no que poderia conter a obra ao ler admito que fiquei impressionado.

  Mushoko Tensei: Infância, crio vários dos tropos e clichês que os isekais viriam usar como padrão do mercado, mas aqui mesmo sendo início de toda uma formula tão surrada com o tempo, tudo exagerado e as vezes até perdendo a linha eu gostei. Não posso afirmar que é uma obra boa, mas é divertida; é mal escrita e cheia de problemas de narrativa, descrição e bota exagero em descrever reações sendo vaga, vazia ou bem porca: preguiçosa mesmo, mas com tudo isso é divertida de se ler, pois tem personagens muito bem centradas poucos núcleos e a trama se desenrola bem, de forma natural e nada complicada, ótima pra sarar ressaca de leituras difíceis.  


  Vamos do início! Ela tem má fama, rodeadas de polemicas que até faz sentido, protagonista nada convencional: um claro tarado e pelas palavras do próprio autor ele se vê no protagonista (Rudeus) logo sabemos que ele encarna na obra todas suas taras e pensamentos meio grotesco, mas isso vem carregado de, sim, um personagem que cativa, entretém e pelo visto melhora, muda, tem o caminho das pedras pra ter sua vida melhor, sua segunda chance, pegou a ideia do titulo?

  Posso afirmar que Poul, traduzido pra Paulo pela edição da Panini junto ao Rudeus, o reerncarnado, carregam a obra nesse primeiro volume.

  Seus carismas mesclados com personalidades deploráveis e claramente muito erradas junto a uma bondade cria dois personagens muito destoante do que se costuma ver do gênero. Eles são pessoas que tentam ser melhores, mas claramente não são perfeitas: Paulo trai a esposa e Rudeus teve uma vida de merdas tão grandes que daria uma página. Ele não muda logo de cara ao reencarnar, ele ainda é o tarado, um isolado com medo do mundo, mas ele aprende com seus erros e conforme a “nova” vida cobra dele atitudes que ele antes teria fugido e se escondido num quarto agora ele enfrenta mostrando clara vontade de mudar, os protagonista são humanos eles mesmo reconhecem isso e repensam atitudes o tempo todo e como qualquer um não é da noite pro dia que há melhoras, não é fácil, mas eles estão tentando. Paulo mostra fraquezas sobre ser pai e aprende junto ao seu filho ter a responsabilidade de um.

  Os personagens de Mushoko Tensei são cativantes, são sujos e sim rodeados de polêmicas claras que dariam uma ótima crítica sobre personagens mais fora do convencional. A obra sustenta personagens bem intencionados cheio de vícios e pensamentos (as vezes atitudes) nada corretas, deixando-os ricos em termo de humanização, eles são bons e ainda sim uns merda; um coração gigante vindo de atitudes deploráveis criando um destaque nítido de cada um ao logo do desenrolar da história que me deixa até feliz pois é o tipo de coisa que pode render muito desenvolvimento para os livros futuros.

  Voltando ao foco o livro tem uma leitura extremamente fácil, poucos detalhes e muito foco nos diálogos. As vezes a quantidade de “haa” e “woo” incomoda, expressões volta e meia escritas e não descritas deixam a desejar, a história se sustenta bem, mas Rifujin no Magonote claramente não estava no auge de sua escrita e nem sei dizer se algum dia estará, para uma serie de 26 volumes faz sentido esse não ter muito a acrescentar, se perdendo em páginas e páginas de descrição de magias, encantos e poderes e em nenhum momento falando como é a casa onde Rudy passa metade do livro. Em momento algum fala do campo nem das plantações, absolutamente nada é descrito com detalhes. Ele é direto e acho que a obra tende a se desenrolar muito no que você imagina que os personagens fazem enquanto rola os diálogos, cenas descritas com palavras, como por exemplo: ele faz um gesto ou careta vindo de um “Há...”, ele usa literalmente a palavra gesto e careta, (mais de uma vez), mas (reforço) é muito pessoal e alguns podem se incomodar muitos outros nem tanto.


  Obra voltada claramente para adolescentes. Tem muita besteira sem sentido e nesse quesito acho que se perde muito tentando ser mais velho do que é, só caindo em mesmice e infantilidade que chega dar vergonha alheia. Não recomendo ler pro seu filho, ele pode pegar umas ideias muito erradas do que fazer com uma calcinha ou com uma amiga de cabelos curtos. Impressionante que um livro com tantos problemas de descrição e narrativa seja sim divertido e um ótimo entretenimento, o livro está longe de ser perfeito e entendo muitos acharem um lixo completo, mas acho que ele cumpre perfeitamente bem a função de te entreter. Te joga num mundo novo e muito rico, que tem potencial sim de ser algo muito único e grandioso pois se ele desenvolve algo com mestria nesse primeiro volume é seu worldbuilding, muito rico em magias, faunas histórias, reinos e raças. Cheio de personagens divertidos com piadas escrotas sem nexo o livro deixa a qualidade meio de lado mas garante ótimas piadas, e umas horas longe das preocupações da vida.

  Ansioso pelo volume 2 e pelo que andei pesquisando o autor acha um tom certo para conta a história parando de se segura tanto em fan service pra adolescente.

  O primeiro volume em suma é o que críticos de verdade falariam pra queimar ou usa para limpa a bunda, mas sou diferente e longe de ser alguém com uma opinião tão dura porque realmente me diverti lendo, vai ver meu gosto não é dos mais recomendáveis (me julguem, gosto de Kaifuko, um dia falo sobre) e se você vai ou não gostar basta ler e dar sua opinião nos comentários.

  Muito Obrigado por ler e até a próxima.


             

 

 

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