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terça-feira, 25 de junho de 2024

One Piece 3 em 1 - review volume 1

 One Piece 3 em 1 -  review volume 1


  • Editora ‏ : ‎ Panini; 1ª edição (20 março 2024)
  • Idioma ‏ : ‎ Português
  • Capa comum ‏ : ‎ 614 página
  • Luffy deseja tornar-se um pirata por conta da admiração que sente por Shanks. O garoto acaba consumindo a Gomugomu-no-mi e mais tarde se envolve em uma briga com bandidos, na qual Shanks aparece para salvá-lo, porém, o pirata de cabelos vermelhos perde seu braço esquerdo na ocasião. Anos depois, Luffy conhece Coby, um faz-tudo que sonha em se tornar um oficial da marinha, e ambos rumam para uma ilha em que há uma base da Marinha, onde o famoso espadachim e caçador de piratas, Roronoa Zoro, se encontra aprisionado. Como será o desenrolar desse encontro...?!
  
Está ai uma história que despensa apresentações, há 20 anos no mercado está longe de não ser conhecida, anime bobando no seu arco mais bem produzido da histórias, então nem vou me alongar muito, só pra deixar registrado. Pretendo ir lendo conforme compro e ta caro, 80 reais num gibi é dureza, mas vem 600 páginas de pura diversão e eu que nunca havia lido, aqui vai uma breve resenha rápida.
  Luffy nesses primeiro 25 capítulos, se não me engano, começa sua jornada em busca de companheiros para ser um pirata famoso, logo enfrentando a marinha, logo após um pirata palhaço, e conseguindo dois dos seus famosos companheiros.


  Oda se mostra um incrível artista, mas logo tão excepcional roteirista, a series por mais que longa que seja não parece arrastada, pelo contrario, tudo acontece muito rápido e com uma sensibilidade impressionante, sendo divertida, tensa, dramática e cheia de ação, rendendo ótimas piadas e cenas de lutas, seu jeito cartunesco combina com o traço de manga e não vejo isso dando certo no anime, mas se o anime faz tanto sucesso algum jeito de contorna isso deram e sim, nunca vi o anime, vi cenas, algo aqui e acola, mas acompanhar não, desculpe, prefiro obras mais complexas para me perder em mil episódios, mas já adianto, de forma alguma diminuo a obra. Acho que ela faz com uma perfeição quase impossível de se ver em outras obras e mídias, levando à aventura a níveis surreal personagens são vivos, entretém, divertem a gente sente o drama deles, e o Ussop que sempre tive problemas em gosta no anime aqui me pareceu um personagem muito rico, com as camadas certas, as motivação certas, e não parece destoante do mundo já que ele aparece logo após o Buggy, o Palhaço, então a gente aceita suas reações ainda mais exageradas. 

      Posso dizer que valeu a pena a leitura, estou muito ansioso pelo volume dois, espero conseguir comprar logo pra ler e trazer aqui.
  Foi uma review rápida, não tem muito que se fala já que, por enquanto, ainda esta tão no inicio.

MUITO OBRIGADO POR LER, ATÉ A PRÓXIMA!


quinta-feira, 20 de junho de 2024

A importância da leitura, mas seu irritante mito de livros inteligentes

 A importância da leitura, mas seu irritante mito de livros inteligentes


Já ouvi, assisti e rodando pela internet é até comum ouvir canais de Youtube falando de leitura dinâmica, da importância da leitura, de seus claros benefícios cognitivos, do aumento do vocabulário, por ai vai. Como é vantajoso você ler 300 livros por ano dos mais variados assuntos, um deus da leitura dinâmica, mas me incomoda e muito dois pontos que pretendo desenvolver aqui. Leitura dinâmica rápida e a leitura (falsa, conceito errôneo, mentiroso) inteligente (que por sinal é o que mais me incomoda nesses vídeos).

A ideia aqui é conversa um pouco sobre de fato ler, por quê de ler? Existem meio de entretenimentos mais baratos e infinitos no mercado, a leitura no Brasil é porca, má desenvolvida nas escolas, pouco acesso, livros caros e ainda por cima não é lá a parada mais bem vista. Pais não dão livros pros filhos, dão trabalho de casa, quintal pra limpa e depois deixa ele se enfurna no tiktok como forma de recompensa, não há incentivo por parte dos pais pela leitura, no geral acham perca de tempo e as escolas dão Dom Casmurro pra moleque de 10 anos, defasando logo de inicio qualquer chance de interesse futuro. Num país tão difícil de se desenvolver a leituras pelos mais variados motivos, os reels, acesso fácil a internet com seus mais variados conteúdos irrelevantes, deixam o desenvolvimento aquém e cabe ao jovem busca interesse sozinho no meio em questão, algo difícil tendo em vista que pra assinar a Amazon Prime é vintão, compra um livro é 80R$.

Ai me surgem canais no Youtube querendo ensina você ler 300 livros por ano, usando sempre argumentos de comece lendo o que gosta, depois vá para leituras inteligentes, como assim, livros inteligentes? isso não faz sentido. Agora ensinam ler a base do ego, você não lê ou lê livros inteligentes, você é obrigado a ler coisas intelectuais se não é basicamente como não ler, ficção é bobeira, isso que moonshadow é agora? COM CERTEZA AFIRMO QUE NÃO!

Vamos lá, leitura dinâmica, o que é?

A leitura dinâmica é uma técnica de leitura que visa aumentar a velocidade e a compreensão do texto lido. Em vez de ler palavra por palavra, como fazemos normalmente, na leitura dinâmica você treina para processar grupos maiores de palavras de uma só vez. Isso geralmente é feito através de técnicas como subvocalização reduzida (ou eliminação), movimento rápido dos olhos pelo texto e foco na captura de ideias principais em vez de detalhes.

O objetivo principal da leitura dinâmica é permitir que você leia mais rapidamente sem comprometer a compreensão do conteúdo. É frequentemente utilizada por estudantes que precisam lidar com grandes volumes de material, profissionais que precisam processar muita informação rapidamente, e por qualquer pessoa que deseje otimizar seu tempo de leitura.

Geoge R.R Martin fala que gosta dos detalhes, os detalhes fazem a diferença, livros grande e mais denso demandam algo que a leitura dinâmica cospe na sua cara, você lê, só que por cima, dai essas mesma pessoas chegam e falam, leia livros inteligentes. Leia seus romance bobos, suas fantasias de começo, depois leia livros que mudem sua vida, leia álgebra, física, educação financeira... o resto não presta.

Mas porque álgebra é mais importante que um romance bobo? Obras de ficção então não agregam valores, somete livros feitos por profissionais da matemática?

Livros inteligentes (segundo as más línguas):

Livros de não ficção, filosofia, matemática, biologia, por ai vai. Livros de auto ajuda e livros mais complexo e denso como os de economia e educação financeira. Desagregando todo os valores simbólicos e históricos de leituras de ficção, fantasia e outros gêneros de romances á contos.

vou citar exemplos de livros de ficção tão ricos em conteúdos que agregam sua leituras tanto quanto filosofia e sociologia:


Duna, escrita por Frank Herbert, é uma obra de ficção científica que se destaca por seus ricos conteúdos em diversos aspectos. Herbert criou um universo ficcional extremamente detalhado, onde várias culturas interagem em um cenário interestelar. A história se passa em um futuro distante, onde o controle sobre o recurso mais importante da galáxia, a "especia" (melange), é central para o enredo.

 A trama de "Duna" é profundamente política, envolvendo casas nobres em um jogo de poder pelo controle do planeta desértico Arrakis e sua preciosa especiaria. As alianças, traições e manobras políticas são elementos essenciais da narrativa.
 
A obra explora temas religiosos e filosóficos complexos, incluindo profecias messiânicas, o papel dos líderes religiosos (Bene Gesserit), e a relação entre a mente humana e o universo.
O planeta Arrakis, com seu ambiente desértico extremo, é crucial para a história. Herbert discute a ecologia do planeta, suas adaptações biológicas e como esses elementos afetam a sociedade humana que ali habita.
Os personagens de "Duna" são multifacetados e enfrentam dilemas morais, desafios emocionais e conflitos internos que enriquecem a narrativa.
A obra questiona a natureza do poder, os limites da exploração humana e as consequências das decisões individuais e coletivas.

"Duna" não apenas é uma aventura épica, mas também uma exploração profunda de temas universais, tornando-a uma das obras mais influentes e reverenciadas da ficção científica.

 

Mais um exemplo, Blueberry: também conhecido como "Jean Giraud" ou "Moebius", é um dos quadrinistas mais influentes da história, especialmente no contexto da HQS europeia e mundial. 

Aqui estão algumas das razões pelas quais Blueberry é historicamente importante.

Blueberry introduziu um estilo visual único e inovador, marcado por linhas limpas, cenários detalhados e uso expressivo de cores. Moebius tinha um domínio excepcional da narrativa visual, criando sequências dinâmicas e atmosferas imersivas.

Contribuição para o Western: Em um gênero dominado principalmente por artistas americanos, Moebius trouxe uma perspectiva europeia única para o western com Blueberry. Ele subvertia convenções do gênero, explorando temas mais complexos e psicológicos.

Além da arte deslumbrante, as histórias de Blueberry eram ricas em profundidade emocional e temática. Moebius explorava questões como a moralidade, a natureza da violência e os conflitos humanos de maneira sofisticada e reflexiva.

Blueberry teve um impacto significativo fora da Europa, inspirando gerações de artistas e escritores de quadrinhos em todo o mundo. Seu estilo e abordagem narrativa foram adaptados e referenciados em diversas obras subsequentes.

Moebius como Ícone da Arte Sequencial: Jean Giraud, sob o pseudônimo de Moebius, não era apenas um artista de quadrinhos, mas um ícone da arte sequencial. Sua influência se estende além dos quadrinhos, alcançando a arte conceitual, o cinema e outras formas de mídia.

Em resumo, Blueberry (Jean Giraud/Moebius) é historicamente importante por sua contribuição inovadora para o mundo dos quadrinhos, sua redefinição do gênero western, sua narrativa profunda e sua influência duradoura na arte sequencial global.

 Mais um exemplo incrível que a fantasia sim tem tantas importância literária quanto "livros inteligentes": a Divina Comédia.


A Divina Comédia, escrita por Dante Alighieri no século XIV, é uma obra de importância histórica e cultural imensa, especialmente no que diz respeito à fantasia e à criação de mundos imaginários. 

A Divina Comédia é uma das primeiras obras importantes escritas em italiano vernáculo, primeira grande obra literária em italiano, ajudando a estabelecer essa língua como uma língua literária significativa, ao invés do latim que era predominante na época. Isso contribuiu para a unificação cultural da Itália.

O termo italiano vernáculo refere-se à língua italiana comum falada e escrita pelo povo, em contraste com o latim, que era amplamente utilizado na literatura e na escrita oficial durante a Idade Média na Europa. Vernáculo significa a língua nativa de um povo, em oposição a uma língua clássica ou estrangeira. Na época em que Dante Alighieri escreveu a Divina Comédia no século XIV, a maioria das obras literárias importantes eram escritas em latim. A Divina Comédia é significativa porque foi uma das primeiras grandes obras literárias a ser escrita em italiano vernáculo, tornando-se uma parte crucial na elevação do italiano como uma língua literária importante e estabelecendo-a como uma língua cultural unificadora na Itália. 

A obra é dividida em três partes principais: Inferno, Purgatório e Paraíso. Cada uma dessas partes apresenta um mundo imaginário detalhado e rico em simbolismo. Dante criou um universo fantástico com descrições vívidas e imaginativas dos diferentes níveis da vida após a morte.

A Divina Comédia teve um impacto profundo na literatura mundial, influenciando autores posteriores como, John Milton e até mesmo modernos como Jorge Luis Borges. Além disso, suas ilustrações inspiraram artistas ao longo dos séculos, contribuindo para a iconografia cristã e o imaginário cultural.



Dante explorou temas universais como a moralidade, o destino humano, a justiça divina e a condição humana. Sua jornada através dos diferentes reinos após a morte reflete uma busca espiritual e uma reflexão sobre a vida terrena.

A Divina Comédia não apenas influenciou a literatura e a arte, mas também desempenhou um papel na formação da identidade cultural e religiosa europeia. Suas representações do Inferno, Purgatório e Paraíso continuam a ser referências poderosas e fontes de inspiração para explorar temas de redenção, pecado e transcendência.

Em suma, a Divina Comédia é uma obra de importância histórica incomparável, não apenas pela sua contribuição à literatura italiana e mundial, mas também por seu impacto duradouro na criação de mundos fantásticos e na exploração profunda de temas humanos e espirituais.

Enquanto alguns podem argumentar que livros de não ficção ou acadêmicos são mais diretamente informativos ou educativos, é crucial reconhecer que a ficção também tem um papel vital na ampliação de horizontes, promovendo empatia e estimulando a imaginação de maneiras que livros mais "práticos" não conseguem.

Então youtubers lambe saco, em vez de se concentrar na quantidade ou no tipo de livros que se lê, é mais produtivo valorizar a diversidade de experiências e perspectivas que a leitura pode oferecer.

Cada livro tem algo único a contribuir para o desenvolvimento pessoal e intelectual, independentemente de ser rotulado como "inteligente" ou não.


Assim, ao invés de se preocupar com uma definição restrita de leitura "inteligente", devemos celebrar a riqueza e a diversidade de vozes literárias que enriquecem nossas vidas e expandem nosso entendimento do mundo e de nós mesmos. 

OBRIGADO POPR LER ATÉ AQUI E ATÉ A PROXIMA!!!

(PRETENDO FAZER UM POST POR SEMANA).





 
 

O Pecado Original de Takopi - Crítica ao manga em 2 volumes

 
O Pecado Original de Takopi - Crítica sobre um drama que parece infantil, mas não é 



O Pecado Original de Takopi é uma obra complexa que se desdobra em dois volumes, explorando temas profundos e uma narrativa intricada que mistura realidade e fantasia.

  No primeiro volume, somos apresentados a um mundo onde os limites entre o bem e o mal são tênues, e onde os personagens são confrontados com escolhas morais difíceis. Takopi tece uma história envolvente que examina as consequências das decisões humanas e os dilemas éticos que surgem quando o destino de indivíduos e civilizações está em jogo. A complexidade dos personagens e suas motivações adiciona uma camada de realismo psicológico à trama, enquanto o autor desenvolve um universo rico em detalhes culturais e históricos.

  No segundo volume, a narrativa se aprofunda ainda mais, explorando o impacto de eventos passados ​​e revelando segredos enterrados que moldaram o curso da história. A trama se expande para abranger questões existenciais mais amplas, como o sentido da vida e a natureza da redenção. Takopi habilmente entrelaça mitologia e filosofia em sua escrita, criando um contexto que desafia o leitor a refletir sobre questões fundamentais da condição humana.

  Em resumo, O Pecado Original de Takopi não apenas entretém com sua trama envolvente e personagens cativantes, mas também convida à reflexão sobre temas universais através de uma prosa rica e imaginativa. É uma obra que se destaca não apenas pela sua complexidade narrativa, mas também pela profundidade de suas ideias e pela habilidade do autor em explorar a natureza humana em todas as suas nuances.


  O Pecado Original, obra em dois volumes de Takopi, é uma imersão profunda em um universo onde as fronteiras entre o bem e o mal são difusas, desafiando os personagens a enfrentarem escolhas morais complexas. A narrativa não se limita a explorar os dilemas individuais; ela tece uma tapeçaria rica de temas históricos e culturais que ecoam ao longo da trama.

   No desenrolar da história, emergem desfechos trágicos que sugerem uma visão pessimista do destino humano. Personagens centrais são confrontados não apenas com suas próprias fraquezas e decisões questionáveis, mas também com um mundo onde as instituições sociais frequentemente falham em proteger a justiça e a equidade. Essa crítica subtil às estruturas de poder e à natureza humana amplia a profundidade da narrativa, transformando-a em um estudo incisivo sobre as complexidades morais e éticas.

  O título sugestivo, "O Pecado Original", provoca múltiplas interpretações ao longo da leitura. Pode ser visto como um reflexo dos pecados pessoais dos personagens, das injustiças históricas que moldaram o cenário fictício criado por Takopi, ou mesmo como uma metáfora existencial para a condição humana marcada pela imperfeição e pelo conflito. Essa abordagem multifacetada enriquece a obra, convidando os leitores a uma reflexão profunda sobre o significado do pecado em suas várias formas.

 



  Ao final, "O Pecado Original" não é apenas uma narrativa envolvente, mas também uma exploração literária que desafia os leitores a considerarem as implicações éticas de suas próprias escolhas e o impacto de eventos históricos na formação de identidades culturais. É uma obra que ressoa além das páginas, estimulando discussões sobre moralidade, destino e a complexidade inerente à natureza humana.


obrigado por ler, até a póxima!!



quarta-feira, 19 de junho de 2024

Tokiwa-so no Seishun Critica (Juventude na casa dos escritores de manga) 1996 - Drama

 

Tokiwa-so no Seishun

Crítica do filme pouco comentado no lado BR, mas digno de um óscar, de tão sensível aos seus temas e personagens.

 


  Tokiwa-so no Seishun é um filme japonês de 1996, dirigido por Jun Ichikawa, que retrata a vida de um grupo de mangakás (artistas de manga) durante os anos 1950 e 1960, período conhecido como a era de ouro dos mangas. O filme é ambientado no Tokiwa-so, um prédio de apartamentos em Tóquio que se tornou um local icônico por abrigar muitos dos mais influentes mangakás da história, (hoje reconstruído, um museu, por se tratar de um prédio histórico no Japão).



  O filme nunca saiu no Brasil, ou seja, seu acesso é difícil e precisei me embrear nas deep da internet pra encontrar, achei uma versão dele recentemente posta no Youtube com uma legenda feita por fã, mas parece certa e coerente então meu entendimento do filme pode sim ter ressalvas, deixa isso bem claro, mas reforço, o que assisti foi incrível, e é uma pena que com tantas streemings o filme não esteja na integra em absolutamente nada e quase tão pouco mesmo na pirataria, tamanha obra devia ter mais respeito.    

 Voltando ao filme, a história segue a vida e as interações de vários jovens artistas de mangá que residem no Tokiwa-so, incluindo figuras reais como Osamu Tezuka, conhecido como o "pai do mangá" e criador de "Astro Boy", Fujio Akatsuka, criador de "Osomatsu-kun", e Fujiko Fujio, dupla que criou "Doraemon". O filme explora suas lutas, ambições, rivalidades e a camaradagem que se desenvolve entre eles enquanto trabalham em suas criações (com um foco maior no que leva a alcunha Rei dos Mangas Shotaro Ishiomori, dando muito tempo de tela nele e nas suas obras, mostrando o destoante sucesso dele em relação aos seus companheiros, ainda que igualmente emblemáticos na história).

  Osamu Tezuka, um dos pioneiros do manga e uma figura central no Tokiwa-so, é retratado como uma inspiração para os outros artistas, com seu talento e visão inovadora, aparecendo em duas pequenas pontas. O filme foca em mostra como ele era influente nos jovens da época e acho que o modo que o filme termina com ele vendo o trabalho da galera e se emocionando da o tom certo pra aquele que poderia roubar o filme, mas não rouba, pois a intenção é mostra mangakás tão capazes quanto, só na época, pouco vistos e hoje decentemente marcados na história.



  Fujio Akatsuka: Conhecido por seu humor e estilo satírico, Akatsuka traz um alívio cômico ao grupo e é um dos residentes mais coloridos do Tokiwa-so. A dupla de Hiroshi Fujimoto(Fujio Akatsuka) e Motoo Abiko, que trabalham juntos e compartilham um quarto no Tokiwa-so. Eles eventualmente criam "Doraemon", um dos mangás mais amados de todos os tempos. O filme explora o fim da dupla, onde um escolhe ir para as animações e o outro se mantém mangaká.



  Jun Ichikawa, conhecido por seu estilo contemplativo e foco nos detalhes cotidianos, traz uma sensibilidade única à direção do filme. Ele usa um ritmo calmo e cenas intimistas para mergulhar o espectador na vida dos artistas, mostrando não apenas seus sucessos, mas também suas lutas pessoais e profissionais.

  O filme é uma celebração da criatividade e da paixão que impulsionaram a era de ouro do mangá. Ele destaca a importância do trabalho duro, da colaboração e da amizade no processo criativo. Além disso, o filme captura a atmosfera dos anos 1950 e 1960 no Japão, um período de reconstrução e inovação após a Segunda Guerra Mundial.

  Tokiwa-so no Seishun não é apenas um filme sobre artistas de mangá; é um testemunho de um período crucial na história da cultura pop japonesa. O Tokiwa-so é frequentemente comparado a outros locais históricos de criação artística, como o estúdio de Walt Disney nos Estados Unidos, devido ao impacto duradouro que seus residentes tiveram na indústria do mangá e do anime.

  Através de sua narrativa e personagens, o filme homenageia o espírito inovador e a dedicação desses pioneiros, oferecendo aos espectadores uma visão íntima de suas vidas e do mercado da época, logo, tamanha perfeição ainda é longe de erros dando pouco destaque á uma incrível mangaká.

  Uma personagem muito querida, que passa muito rápido pelo filme é a hideko Mizuno. Aparece levemente no filme, só uma pontinha pra dizer que não foi esquecida, mas sua importância é gigantesca.

 Hideko Mizuno é uma figura seminal na história do mangá japonês, especialmente reconhecida por suas contribuições ao gênero shōjo mangá (mangás voltados principalmente para o público feminino jovem). Sua importância pode ser compreendida através de vários aspectos.

 Hideko Mizuno é amplamente considerada uma das fundadoras do moderno shōjo mangá. Durante os anos 1960, ela foi uma das primeiras artistas a trazer uma abordagem mais madura e complexa para o gênero, que até então era predominantemente infantil e simples. Sua obra "Fire!" (1969) é especialmente notável por ser um dos primeiros shōjo mangas a tratar de temas mais adultos, como o amor, a identidade e a rebeldia.

  Mizuno introduziu narrativas mais elaboradas e emocionais, muitas vezes centradas em personagens femininas fortes e independentes. Ela explorou temas como a busca de identidade, a luta pela independência e as complexidades das relações amorosas.

  A vida nunca foi fácil pra mulheres e mangakás, imagina uma mangaká mulher, ela foi incrível pra época e ainda hoje continua sendo fonte de inspiração. 



  As cenas dela no filme são enérgicas e engraçadas, uma ponta dela rouba cenas dos demais (até do próprio Deus Tezuka), com poucas falas e gesto que destoam sua personalidade forte e engraçada bem diferente dos marmanjos na casa. A irmã de Shotaro também tem cenas lindas e uma em particular que ela comenta estar indo para hospital, onde alguns mais por dentro da história do Shotaro e da Hideko sabem que ela encontra seu fim.

 Filme lindo, tocante, engraçado e sensível, obrigatório para fãs de mangas. É uma pena não termos ele numa Netflix da vida, de todo modo vale a pena a conferida, e me sinto grato por ter tido contato com uma obra que limpa a alma.

  tokiwa-so no seishun, filmão da porra!!

  


Se você por acaso se interessou aqui abaixo vai o filme para você dar uma olhada. 

Juventude na casa dos escritores de mangá 

obrigado por ler!



 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

MUSHOKO TENSEI: INFANCIA Light novel volume 1 crítica

 

MUSHOKO TENSEI: INFANCIA

Light novel volume 1


·         Editora: Panini; 1ª edição (29 março 2024)

·         Idioma: Português

·         Capa comum: 248 páginas

·         Um desempregado de 34 anos que vive isolado em seu quarto é expulso pela família de casa. Enquanto se desespera vendo que viveu sua vida a toa, ele acaba salvando alguns jovens que seriam atropelados por um caminhão, sendo atingido no lugar. Entretanto, após seu falecimento, ele não desperta em nenhum pós-vida tradicional, mas sim no corpo de um recém-nascido em outro mundo! Agora, como Rudeus Greyrat, ele jura para si mesmo que irá aproveitar melhor a sua nova chance de viver nesse mundo fantástico de magia, monstros e aventuras ilimitadas!

 

  Adquiri esse livro a pouco tempo, um mês mais o menos. A editora panini vinha publicando o manga, que eu não corri atrás de pegar para ler, e vinha atrás do lançamento do anime (que estou assistindo e por ventura, ótima adaptação, corta muita coisa já de prache, mas fiquei impressionado com a qualidade) e logo a tão esperada light novel saiu, um deleite para os fã e haters da obra.

  A obra é famosa, a muito tempo no mercado e agora estamos lendo ela na integra no momento mais hypado dela no Brasil, então não é difícil imagina que fama tinha, então quando comprei pensando no que poderia conter a obra ao ler admito que fiquei impressionado.

  Mushoko Tensei: Infância, crio vários dos tropos e clichês que os isekais viriam usar como padrão do mercado, mas aqui mesmo sendo início de toda uma formula tão surrada com o tempo, tudo exagerado e as vezes até perdendo a linha eu gostei. Não posso afirmar que é uma obra boa, mas é divertida; é mal escrita e cheia de problemas de narrativa, descrição e bota exagero em descrever reações sendo vaga, vazia ou bem porca: preguiçosa mesmo, mas com tudo isso é divertida de se ler, pois tem personagens muito bem centradas poucos núcleos e a trama se desenrola bem, de forma natural e nada complicada, ótima pra sarar ressaca de leituras difíceis.  


  Vamos do início! Ela tem má fama, rodeadas de polemicas que até faz sentido, protagonista nada convencional: um claro tarado e pelas palavras do próprio autor ele se vê no protagonista (Rudeus) logo sabemos que ele encarna na obra todas suas taras e pensamentos meio grotesco, mas isso vem carregado de, sim, um personagem que cativa, entretém e pelo visto melhora, muda, tem o caminho das pedras pra ter sua vida melhor, sua segunda chance, pegou a ideia do titulo?

  Posso afirmar que Poul, traduzido pra Paulo pela edição da Panini junto ao Rudeus, o reerncarnado, carregam a obra nesse primeiro volume.

  Seus carismas mesclados com personalidades deploráveis e claramente muito erradas junto a uma bondade cria dois personagens muito destoante do que se costuma ver do gênero. Eles são pessoas que tentam ser melhores, mas claramente não são perfeitas: Paulo trai a esposa e Rudeus teve uma vida de merdas tão grandes que daria uma página. Ele não muda logo de cara ao reencarnar, ele ainda é o tarado, um isolado com medo do mundo, mas ele aprende com seus erros e conforme a “nova” vida cobra dele atitudes que ele antes teria fugido e se escondido num quarto agora ele enfrenta mostrando clara vontade de mudar, os protagonista são humanos eles mesmo reconhecem isso e repensam atitudes o tempo todo e como qualquer um não é da noite pro dia que há melhoras, não é fácil, mas eles estão tentando. Paulo mostra fraquezas sobre ser pai e aprende junto ao seu filho ter a responsabilidade de um.

  Os personagens de Mushoko Tensei são cativantes, são sujos e sim rodeados de polêmicas claras que dariam uma ótima crítica sobre personagens mais fora do convencional. A obra sustenta personagens bem intencionados cheio de vícios e pensamentos (as vezes atitudes) nada corretas, deixando-os ricos em termo de humanização, eles são bons e ainda sim uns merda; um coração gigante vindo de atitudes deploráveis criando um destaque nítido de cada um ao logo do desenrolar da história que me deixa até feliz pois é o tipo de coisa que pode render muito desenvolvimento para os livros futuros.

  Voltando ao foco o livro tem uma leitura extremamente fácil, poucos detalhes e muito foco nos diálogos. As vezes a quantidade de “haa” e “woo” incomoda, expressões volta e meia escritas e não descritas deixam a desejar, a história se sustenta bem, mas Rifujin no Magonote claramente não estava no auge de sua escrita e nem sei dizer se algum dia estará, para uma serie de 26 volumes faz sentido esse não ter muito a acrescentar, se perdendo em páginas e páginas de descrição de magias, encantos e poderes e em nenhum momento falando como é a casa onde Rudy passa metade do livro. Em momento algum fala do campo nem das plantações, absolutamente nada é descrito com detalhes. Ele é direto e acho que a obra tende a se desenrolar muito no que você imagina que os personagens fazem enquanto rola os diálogos, cenas descritas com palavras, como por exemplo: ele faz um gesto ou careta vindo de um “Há...”, ele usa literalmente a palavra gesto e careta, (mais de uma vez), mas (reforço) é muito pessoal e alguns podem se incomodar muitos outros nem tanto.


  Obra voltada claramente para adolescentes. Tem muita besteira sem sentido e nesse quesito acho que se perde muito tentando ser mais velho do que é, só caindo em mesmice e infantilidade que chega dar vergonha alheia. Não recomendo ler pro seu filho, ele pode pegar umas ideias muito erradas do que fazer com uma calcinha ou com uma amiga de cabelos curtos. Impressionante que um livro com tantos problemas de descrição e narrativa seja sim divertido e um ótimo entretenimento, o livro está longe de ser perfeito e entendo muitos acharem um lixo completo, mas acho que ele cumpre perfeitamente bem a função de te entreter. Te joga num mundo novo e muito rico, que tem potencial sim de ser algo muito único e grandioso pois se ele desenvolve algo com mestria nesse primeiro volume é seu worldbuilding, muito rico em magias, faunas histórias, reinos e raças. Cheio de personagens divertidos com piadas escrotas sem nexo o livro deixa a qualidade meio de lado mas garante ótimas piadas, e umas horas longe das preocupações da vida.

  Ansioso pelo volume 2 e pelo que andei pesquisando o autor acha um tom certo para conta a história parando de se segura tanto em fan service pra adolescente.

  O primeiro volume em suma é o que críticos de verdade falariam pra queimar ou usa para limpa a bunda, mas sou diferente e longe de ser alguém com uma opinião tão dura porque realmente me diverti lendo, vai ver meu gosto não é dos mais recomendáveis (me julguem, gosto de Kaifuko, um dia falo sobre) e se você vai ou não gostar basta ler e dar sua opinião nos comentários.

  Muito Obrigado por ler e até a próxima.